Adriana Esteves

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

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domingo, 29 de janeiro de 2017

Adriana e Pasquim: 10 anos de muita AMIZADE e CARINHO

post do dia 21 de julho de 2011


Se todo repórter pudesse escolher o lugar certo para fazer uma boa entrevista, deveria pensar num refeitório. Mas daqueles improvisados, com cheirinho de churrasco, entre mesas de plástico, e os dois personagens da matéria disputando um ovo frito. Parece cena de domingo em família, mas era intervalo das gravações de “Morde & Assopra”, numa fazenda em Itaguaí, na Baixada Fluminense. Adriana Esteves e Marcos Pasquim, dupla que protagoniza a trama na pele da paleontóloga Júlia e do fazendeiro Abner, respectivamente, celebra, nesse clima, dez anos de sintonia dentro e fora de cena. Para contar a história, simpatia carioca e gentileza paulista adiantaram-se: “Puxa uma cadeira, menina! Come alguma coisa com a gente, e o papo vai acontecendo...”. Convite aceito, aproveite a conversa com gostinho de comida caseira:

Canal Extra: — Este é o terceiro casal que vocês interpretam...
Marcos Pasquim: — O quê?! Terceiro? Não, foi mais... Pode contar!
Adriana Esteves: — Peraê! A novela “Kubanacan”, em 2003, “A Lua Me Disse”, em 2005... E esta agora. Caramba, tá certo! Pensei que fosse mais...

Muita gente tem essa impressão. Deve ser resultado da química que conseguem mostrar em cena.
Adriana  — Pois é, e essa química acontece porque somos muito amigos. Nunca tive a preocupação sobre como tratar o Pasquim. A gente se encontrou há anos e, da minha parte, acho que da dele também, parecia que a gente já se conhecia de uma vida inteira.
MarcosÉ assim mesmo! Pode botar aí que eu disse idem. Tá difícil falar de boca cheia... (risos)
AdrianaEntão deixa que eu falo. Sabe aquela pessoa que você diz “Errei, fiz uma besteira”, e é só pedir desculpa? A gente se entende. Não tem frescura. Isso acaba ajudando na hora de contracenar.


Como a Júlia e o Abner entraram nessa conta?
Adriana Eu não fazia novela há uns cinco anos, desde A Lua Me Disse. Aí o Papinha (Rogério Gomes), diretor de núcleo de Morde & Assopra, me telefonou. Ele me perguntou se eu topava fazer essa trama e completou: “Você vai ser o par do Pasquim”. Brinquei com ele: “Ah... então vai ser muito difícil mas eu vou fazer esse esforço" . Foram muitas coisas a favor desse trabalho: além da parceria com o Pasquim, a minha vontade de retribuir ao Walcyr (Carrasco, o autor) o presente que foi a personagem Catarina de O Cravo e a Rosa, em 2000, e o fato de o Rogério ser um dos maiores diretores da televisão. Falo a mesma língua dele, que é muito querido e especial.
Pasquim ainda se concentrava no prato de feijão preto, ovo frito, arroz e farinha. Tudo bem misturado.

AdrianaNaquele dia, falei para o Rogério: “Estou só com um probleminha... Ando sem vontade de pegar avião”. E ele: “Não tem o menor problema, só vamos até o Japão”. Achei que era brincadeira, e o começo da novela foi todo gravado lá. Mas foi um presente os 15 dias que tive para conhecer aquele país.

 Durante a viagem, vocês gravaram cenas de terremoto, apenas três meses antes do tsumani que atingiu o Japão e abalou o mundo.
AdrianaMuita coincidência, né?! A gente voltou de lá completamente encantado, tamanha a beleza, a educação e a modernidade do povo e do lugar. De repente, acontece aquela tristeza toda...

Não se preocuparam se os brasileiros aceitariam bem uma novela sobre robôs e dinossauros?
AdrianaAchei uma proposta inovadora, e acredito na trama. Nunca tive essa preocupação.
MarcosConcordo! (Olha, é a última garfada, eu prometo!)
AdrianaA paleontologia sempre me interessou. A minha família e a de Vladimir (Brichta, ator), meu marido, é cheia de cientistas. Curti, pelo menos uma vez na profissão, ser cientista também.
MarcosDigo o mesmo. Menos a parte do Vladimir, já que não sou casado com ele.

 A amizade de vocês é daquelas que une famílias?
Adriana Se é! A gente passa o dia inteiro junto, e o Pasquim agora quer me convencer a passar um domingo na casa dele. Isso inclui o Vladimir e nossos filhos. Ele não me larga!
MarcosAh, qual é?! É que eu só quero reunir todo mundo da novela e inaugurar a churrasqueira da minha casa.
Adriana — Nesse ritmo de trabalho, nunca sobra tempo para nada. O único dia em que parte do elenco se encontrou longe das câmeras, numa churrascaria, foi graças a ele, que organizou tudo.
MarcosGosto de unir as pessoas.
AdrianaE de beber cerveja!
MarcosTambém...
Adriana — Para isso, ele inventa qualquer pretexto.

Falando em família... Vladimir tem uma filha, a Agnes, cuja mãe já morreu. A história é igual à de Abner, que também tem uma filha órfã de outro relacionamento...
Adriana É verdade. Sou muito maternal com todo mundo. Posso dizer que importo isso da minha vida para as cenas. Cuido desse povo todo aí. Em relação à Klara Castanho (que interpreta Tonica, filha de Abner) ao Jorginho Amorim (intérprete de Nelson), é muito fácil! Eles são inteligentes e adoráveis. Brincar com a hipótese de ser mãe dessas crianças é deslumbrante! Trabalho tanto, sinto tanta falta dos meus meninos, que mato a saudade cuidando um pouco desses aqui.

 O motivo de estar evitando viagens é por esse apego de mãe?
AdrianaNão, é medo mesmo. Se não fosse isso, carregaria meus filhos para qualquer lugar, porque amo viajar, amo mesmo! Mas estou com fobia de avião. Sinto pânico de verdade. Viajei com o Vladimir junto.

 Desde quando a fobia existe?
AdrianaTem uns cinco anos já. Mas vou me curar. Não vou falar muito sobre esse assunto porque um dos passos para curar a fobia é parar de falar sobre ela.


Além do Vicente, filho do Vladimir, você é mãe do Felipe, de seu primeiro casamento, com o ator Marco Ricca...
AdrianaNa verdade, sou mãe de três filhos. Agnes, de 13 anos, Felipe, de 11, e Vicente, de 4.


Então, Agnes está naquela fase em que as relações se complicam?
Adriana Todo mundo sempre me falou que a adolescência era meio difícil... Mas só posso elogiar a Agnes, que está sendo muito bacana. Está dando para acompanhar bastante a transformação dela. Estou a admirando cada dia mais, ela está charmosa, sensível...


E como Vladimir atuou na criação desse laço entre vocês?
AdrianaEle é um ótimo pai! Durante um tempo, foi pai e mãe sozinho e, mesmo com a minha presença, não abre mão desse lado meio maternal... Aí Agnes fala: “Meu pai é ‘pãe’, né?!”


 E Pasquim tem a Alícia...
MarcosBem... Até onde sei, só tenho ela, né?! Está com 7 anos.


Planeja ter mais filhos?
MarcosSim. É que agora estou solteiro, mas assim que arranjar uma pessoa bacana para ser mãe...


E a fama de mulherengo?
AdrianaEngraçado, vou entrar na defesa... Não sei o porquê dessa fama.
Marcos — Pois é! Sou quietinho... E, se estiver sozinho, saio de vez em quando.
AdrianaMas é normal. Solteiro, a gente aproveita, ué! Isso é injusto. Ele não é esse mulherengo que falam!

 Em algum momento, você pensou “Chega de sentir frio! Quero fazer personagens mais vestidos”?
Marcos — (Risos) Cara, isso é uma tônica do autor, Carlos Lombardi. Antes de mim, veio Humberto Martins. Antes do Humberto, veio Mário Gomes. E, por último, fui eu. Não chego na Globo e falo assim: “Oi, gente! Tem aí um personagem que tira a camisa para eu fazer?”.

Abner é exatamente o contrário desse estereótipo...
Marcos — Claro! Essa é a tônica do Walcyr, que também acho legal. Gosto de fazer vários tipos de personagens.


Que termômetro indica se a novela está dando certo?
AdrianaTodo mundo me fala que adora! Ou estão me enganando muito bem, ou não sei. Saio de casa e escuto: “Manda um beijo para o Abner!”.
MarcosComigo também. O público grita: “Tem que ficar com a Júlia, ouviu?!”

Nos bastidores, surgiram comentários de que, para aumentar a audiência, Malvino Salvador entraria na trama, ameaçando o romance dos protagonistas...
AdrianaAqui, dentro do nosso trabalho, nunca ouvi isso. Quem entrou foi André Gonçalves, que está fazendo um trabalho ótimo. Acho que isso foi fofoca!

Vocês se preocupam em conferir a audiência da novela?
AdrianaEu não! Já trabalho demais, tenho muita coisa para decorar...
Marcos A direção é que fica mais preocupada com isso. A gente vem trabalhar e manter o alto-astral o tempo todo.

Manter o alto-astral com essa rotina corrida, entre várias locações, não deve ser fácil...
AdrianaTem dia que temos que vir para cá à noite, e passar a madrugada toda. Hoje, cheguei às 10h.
Eram 15h e nem metade das cenas havia sido gravada ainda.
MarcosÀs vezes, saio daqui às 3h, 4h da manhã. Hoje, cheguei às 9h e já troquei de roupa quatro vezes.
Adriana A gente é protagonista há tanto tempo que está acostumado a trabalhar muito. Quem não está acostumado fica desesperado. Minha mãe chega a comentar: “Filha, você é a que mais trabalha na nossa família inteira”. Saio de casa, os porteiros falam: “Eu não queria ser famoso para trabalhar assim, não!”. Mas estou acostumada, é a minha vida há 22 anos, e já tenho 41. Sinto o maior prazer em trabalhar.

Você passeia entre os vários gêneros com a mesma facilidade?
Adriana Existe sempre uma mistura. Muitas vezes, faço vilãs meio cômicas. Qualquer personagem, eu topo. Mas, escreve aí, quero fazer uma vilãzona de verdade algum dia.
MarcosFiz dois vilões. Um foi com você, Adriana, em A Lua Me Disse.

AdrianaO Tadeu, né? Depois ele virou bonzinho.
MarcosÉ, da metade em diante... Não, não! Eu cheguei bonzinho, virei vilão e morri. Foi?! Foi.
Adriana O público gosta do Pasquim principezinho. Então, ele começa vilão e as donas de casa reclamam: “Não! Ele é o genro que eu sempre sonhei!”.

Aos 42 anos, os cabelos grisalhos agradam mais as mulheres?
MarcosElas falam que cabelo grisalho é legal, dá um charme. Sorte minha!

Vale encerrar o papo com o velho pingue-pongue?
AdrianaPode começar!

Não, vocês começam!
MarcosHã?!
Adriana — Um pergunta para o outro? Tá.

Marcos, qual o maior amor da sua vida?
MarcosMinha mãe e minha filha.
Adriana O meu é toda a minha família.
MarcosSou péssimo para fazer pergunta. Fica parecendo o jogo da verdade. Vamo mudar o tema.

Adri: Que personagem você gostaria de fazer na sua carreira?
MarcosO Ricardo III, mais lá na frente. 

Pasquim: Me diz uma viagem dos sonhos?
Adriana Acho que para o Japão.
MarcosA minha foi para Roma. Inesquecível! Passei lá a minha lua de mel com Fabiana, mãe da Alícia.

Adri: O que que te irrita?
MarcosAh! Isso é bom. Incompetência me irrita. Trânsito, então, me tira do sério!
AdrianaMe irrita me tratarem como criança, me enrolarem, subestimarem a minha inteligência.


Marcos -  Fala aí a minha característica marcante. Vai, me detona!
— Mau sinal, Pasquim! Ela está demorando muito a responder...
MarcosÉ! Vou responder primeiro, então: acho que a Adriana é hiperativa, ela toma conta de tudo ao mesmo tempo. Toma conta da casa dela do lugar em que estiver. Ela exala amor pelo que faz, amor pelos filhos, amor pelo marido, ela exala muita coisa boa.
AdrianaVocê não está querendo dizer que sou dominadora, né?
Marcos — Ai, meu Deus, não! Você gosta de cuidar. Entre uma cena e outra, liga pra casa para saber dos filhos, faz outra cena, liga para o marido... É o tempo inteiro assim. Acho isso bacana numa mulher.
Adriana Atenção, mulheres! Estou dando um curso sobre como fisgar o Pasquim. Repitam comigo: “Espera aí, que eu tenho que ligar pra casa”, “Não, não, beijo agora não. Tenho que saber da mnha mãe...”. Mais ou menos isso. Agora, vamos às suas características: a melhor coisa dele é a leveza. Para ele, não tem tempo ruim, ele é bem-humorado, de coração aberto, não está armado nunca! E isso é tão difícil de se ver... O ser humano se defende demais. As pessoas são individualistas, vaidosas. E Pasquim se desprende da vaidade, olha mesmo para o próximo, ouve as pessoas. Ele vive de verdade. Aí você se entrega e relaxa ao lado de uma pessoa assim.

Já fizeram uma viagem juntos?
AdrianaSim, Porto Belo!
MarcosNossa, Adriana! Foi quando a gente se conheceu. No réveillon de 2001, pouco antes de Kubanacan.
AdrianaEntão, são dez anos, meu amigo. Dez anos de amizade!



AMEI A ENTREVISTA! Essa foi uma das entrevistas da Adriana q mais gostei de ler! Q delícia!!!!!!!! Sempre quis ver como a Adriana e o Pasquim são um com o outro e essa entrevista mostra o quanto um admira o outro e sentem carinho um pelo outro, Adorei a parte do Pingue Pongue onde o repórter pediu pra q um perguntasse pro outro! Felizmente, tive a sorte de conhecer os 2 pessoalmente - não juntos - e deu pra sentir a simpatia e alegria q toma conta deles, são atores maravilhosos, humildes e super fofos! Espero vê-los trabalhando juntos em muitos outros trabalhos, quem sabe numa peça de teatro? Nossa, não perderia uma peça com os 2 juntos por nada desse mundo! Um super beijo, Adri e Pasquim, vcs são uns fofos!!!!!!!!!! Adoro vcs!


Taís